Com 40 aninhos de vida esta Mulherzinha ja passou por várias situações, aqui ficam os desabafos da alma e os consolos de por quem aqui passar
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Um amor antigo...
Hoje reencontrei um grande amor feito de desencontros, foi com espanto que constatei que o sentimento nunca morreu.
Este amor de que eu falo aconteceu na minha vida ai pelos meus 19 , 20 anos, era um amigo querido que virou namorado, não me orgulho de dizer que o troquei pelo seu maior amigo achando que estava a fazer o que o meu coração mandava na altura e na realidade até estava.
Ao longo dos 9 anos que durou a minha relação nada pouco ou nada soube desta pessoas que respeitando a minha decisão se afastou dando-me espaço para ser feliz com a minha escolha.
Quando esta minha relação chegou ao fim, talves de forma egoista entrei em contacto com ele, acho que nessa altura precisava de alguem que me acarinhasse , me elogiasse e o que tive foi muito mais que isso, foi alguem que 9 anos passados olhou para mim com um carinho tremendo nos olhos e me disse..." à 9 anos que espero este telefone...queria dizer-te que te amo..", ali se iniciou um novo relacionamento entre nós os dois, desta vez com algumas circunstancias diferentes pois ele tinha um relacionamento do quela estava a ter dificuldades em sair, durou uns meses esta situação que acabou por me desgastar e no dia que ele me disse estou livre eu respondi..agora é tarde...mais uma vez nos separamos, desta vez para estarmos mais 10 anos sem nada saber um do outro.
Em Julho de 2008 curiosamente após um novo terminar de um relacionamento meu ele aparece sob a forma de sms, encontramos-nos uma unica vez, de novo vi o amor no seu olhar, ele disse-me que tinha um relacionamento e eu percebi que não era feliz, com medo, por pura cobardia não dei nem mais um passo na sua direcçaõ, ocasionalmente trocavamos sms , foi assim que soube que ia ter um filho e aqui fui eu que me afastei de vez.
Hoje ele reapareceu, tem um filho saudavel e vive com a mãe do filho e na segunda sms que me amndou deixou transparecer todo o grande sentimento que por mim tem, fez-me sonhar, pediu para me ver, diz que quer estar comigo, perguntei-lhe onde isso nos levaria, respondeu..." onde o coração nos mandar..", perante tamanha grandiosidade não consegui dizer não a um reencontro, alias quero este reencontro..
Que partidas nos prega esta vida que nos faz tropeçar um no outro , mas nunca quando estamos livres...é uma filha da putice...
domingo, 25 de outubro de 2009
Chamar-te a ti Lisboa..camarada..
Chamar-te a ti, Lisboa, camarada,
e depois, eu sei lá, enlouquecer.
Que a loucura é quase um grão de nada
e tu tens um nome de mulher.
Ou dizer que és a minha namorada.
Devagar. Não vá alguém saber
que fizemos amor de madrugada
e tu trazes um filho por nascer.
Se eu inventar de noite a liberdade
de poder beijar-te os olhos e morrer,
no teu ventre não há fado nem saudade
mas apenas os filhos que eu fizer.
E pode ser que eu guarde a tempestade
de ter que aqui ficar. E então dizer
que sobre a minha boca ninguém há-de
pôr rosas de silêncio, se eu quiser.
domingo, 26 de abril de 2009
Recordações
Para meu espanto, um deles tinha o que ontem a mim me pareceu uma reliquia.
Nada mais eram que copias dos e-mail trocados com uma pessoa que me foi muito querida.
Dei por mim a ler tudo aquilo avidamente e percebi, o quanto é possivel gostar de alguem, sentir a sua falta, sem nunca ter estado fisicamente com essa pessoa, apenas pela partilha do dia a dia, quer por e-mail quer por telefone, percebi também que n é o estar um x número de horas com as pessoas que faz a diferença mas sim permitirmos-nos expor, falando sem reservas dos nossos sentimentos.
Ontem ao reler os mails percebi o quanto te conheci e o quanto te permiti que me conhecesse e foi desse conhecimento que nasceu um tão bonito amor.
Percebi também que foi um amor alimentado de esperança, vontade de crescer junto, muita muita honestidade e sinceridade.
Não vou aqui dizer que foi o amor da minha vida, não sei os amores que a vida ainda me reserva, mas foi sem duvida um dos amores mais lindos que já vivi.
Talvez em um outro dia eu mo permita escrever, ou talvez não, talvez me apeteça ser egoista e guardar só para mim as memórias deste tão lindo amor.
Para ti, que estarás sempre no meu coração deixo aqui a música que sempre me faz pensar em ti. ( grande lamechice...rsrsrsrs)
Wonderfull world
I see trees of green........ red roses too
I see em bloom..... for me and for you
And I think to myself.... what a wonderful world.
I see skies of blue..... clouds of white
Bright blessed days....dark sacred nights
And I think to myself .....what a wonderful world.
The colors of a rainbow.....so pretty ..in the sky
Are also on the faces.....of people ..going by
I see friends shaking hands.....sayin.. how do you do
Theyre really sayin......i love you.
I hear babies cry...... I watch them grow
Theyll learn much more.....than Ill never know
And I think to myself .....what a wonderful world
The colors of a rainbow.....so pretty ..in the sky
Are there on the faces.....of people ..going by
I see friends shaking hands.....sayin.. how do you do
Theyre really sayin...*spoken*(I ....love....you).
I hear babies cry...... I watch them grow
*spoken*(you know their gonna learn
A whole lot more than Ill never know)
And I think to myself .....what a wonderful world
Yes I think to myself .......what a wonderful world.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
A Pascoa...
Não sou religiosa nem ninguem da minha familia chegada ou é, A pascoa sempre foi uma altura do ano onde havia um feriado que dava um fim de semana grande e onde havia ferias escolares.
Não consigo falar da pascoa sem me lembrar dos ovos de chocolate que a minha avó comprava, eram ovos especias, pelo menos eu assim achava, pois era abertos ao meio e cada metade estava embrulhada separadamente.Eram da regina, na altura a minha marca de chocolates predilecta, aliás acho que não gostava de chocolates de qualquer outra marca que não esta.
Voltando aos ovos... eram então partidos ao meio porque a minha avó depois os recheava com amendoas de licor de diversos formatos e feitios. Como eu fazia render aquelas amendoas e o ovo :) acho que religiosamente comia 1 amendoa por dia, em alguns dias abusava e comia duas ...rsrsrsrsrs
Tenho saudades desse ovos..
Tenho saudades dessas amendoas...
Mas sobretudo tenho saudades das pessoas que já partiam e faziam a festa comigo
domingo, 15 de março de 2009
Hoje...
Saudades avó, muitas saudades
sábado, 27 de dezembro de 2008
Natal quer dizer nascimento...
O meu Natal foi passado aqui em casa, foi um bom natal, reinou a harmonia, no entanto não pude deixar de sentir a fala de ti, de ti e de ti, se algum dos tis ler esta entrada eu sei que saberão que me refiro a eles!
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Grease

Este foi o primeiro filme que fui ver ao cinema, o primeiro filme real com actores a serio e foi ca uma excitação!
Fui ve-lo ao cinema Roma, lembro-me perfeitamente do caminho ate la da correria até à porta do cinema ede achar que os alunos de rydel eram muito mas muito mais velhos que eu.....criança! Não pensa...não dá pelo tempo passar...e já passou tanto tempo que nem me atrevo a escrever aqui a quantidade de anos.
Hoje este filme deu num canal de televisão, não resiti e revi-o outra vez, fabuloso!
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Um presente para a geração dos 30-40....a tal geração "rasca"...
Leiam, os da geração rasca recordem e ponham um sorriso na cara os que não são da geração rasca roam-se de inveja por terem nascido uns anitos mais tarde!
"A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida. E está perdida porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hoje rondam os trinta. O grande choque, entre outros nessa conversa, foi quando lhe falei no Tom Sawyer. "Quem?", perguntou ele. Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer! Meu Deus... Como é que ele consegue viver com ele mesmo? A própria música: "Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além...", era para ele como o hino senegalês cantado em mandarim. Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não conhece outros ícones da juventude de outrora. O D' Artacão, esse herói canídeo, que estava apaixonado por uma caniche; Sebastien et le Soleil, combatendo os terríveis Olmecs; Galáctica, que acalentava os sonhos dos jovens, com as suas naves triangulares; O Automan, com o seu Lamborghini que dava curvas a noventa graus; O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio dos dedos; A Super Mulher, heroína que nos prendia à televisão só para a ver mudar de roupa (era às voltas, lembram-se?); O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na Sic Radical, não é a mesma coisa. Naquela altura era actual... E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração: O Verão Azul. Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer. Quem não chorou com a morte do velho Shanquete, não merece o ar que respira. Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada. Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não passaram, o que os torna fracos: Ele nunca subiu a uma árvore! E pior, nunca caiu de uma. É um mole. Ele não viveu a sua infância a sonhar que um dia ia ser duplo de cinema. Ele não se transformava num super-herói quando brincava com os amigos. Ele não fazia guerras de cartuchos, com os canudos que roubávamos nas obras e que depois personalizávamos. Aliás, para ele é inconcebível que se vá a uma obra. Ele nunca roubou chocolates no Pingo-Doce. O Bate-pé para ele é marcar o ritmo de uma canção. Confesso, senti-me velho... Esta juventude de hoje está a crescer à frente de um computador. Tudo bem, por mim estão na boa, mas é que se houver uma situação de perigo real, em que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft. Óbvio, nunca caíram quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas, nunca andaram a fazer corridas de bicicleta uns contra os outros. Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e fazer exames a possíveis infecções, e depois está dois meses em casa fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído. Doenças com nomes tipo "Moleculum infanticus", que não existiam antigamente. No meu tempo, se um gajo dava um malho muitas vezes chamado de "terno" nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse. Eu hoje já nem vejo as mães virem à rua buscar os putos pelas orelhas, porque eles estavam a jogar à bola com os ténis novos. Um gajo na altura aprendia a viver com o perigo. Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de se ser raptado quando se apanhava boleia para ir para a praia. E sabíamos viver com isso. Não estamos cá? Não somos até a geração que possivelmente atinge objectivos maiores com menos idade? E ainda nos chamavam geração "rasca"... Nós éramos mais a geração "à rasca", isso sim. Sempre à rasca de dinheiro, sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade, sempre à rasca para tirar a carta, para o pai emprestar o carro. Agora não falta nada aos putos. Eu, para ter um mísero Spectrum 48K, tive que pedir à família toda para se juntar e para servir de presente de anos e Natal, tudo junto. Hoje, ele é Playstation, PC, telemóvel, portátil, Gameboy, tudo. Claro, pede-se a um chavalo de 14 anos para dar uma volta de bicicleta e ele pergunta onde é que se mete a moeda, ou quantos bytes de RAM tem aquela versão da bicicleta. Com tanta protecção que se quis dar à juventude de hoje, só se conseguiu que 8 em cada dez putos sejam cromos. Antes, só havia um cromo por turma. Era o totó de óculos, que levava porrada de todos, que não podia jogar à bola e que não tinha namoradas. É certo que depois veio a ser líder de algum partido, ou gerente de alguma empresa de computadores, mas não curtiu nada. "
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Os cantores....da minha terra!

Saudades de te ouvir amigo!
Ontem por uma frase que me disseram veio-me à memoria uma canção que
cantavas muito naquele repertório que todos conheciamos tão bem !
Aqui fica a letra , pois a musica essa ainda não a achei aqui pela net!
Em trovador me tornei
se a voz do povo me chama eu com ela cantarei
áo dobrar a Taprobana
destes caminhos que andei
Do sangue se faz a trova
trova que é gosto da vida
e junto à morte se prova
Deixei a paz destes rios com o meu povo eu embarquei
e fui à guerra e voltei
à triste paz destes rios
de minha pátria não sei
perdeu-se em velhos navios
Já vi homens que morriam
por qualquer coisa que amavam
já vi homens que cantavam e assim cantando morriam
já vi homens que matavam
por razões que não sabiam
Vi grandes senhores e gente
que não tem nenhum favor
vi sempre o fardo da dor
às costas da pobre gente
nem minha trova dá flor se tal mundo se consente
Não venho matar o rei
nem eu sou nenhum Buíça
com trovas entro na liça
não tenho as armas do rei
canto a favor da justiça
em trovador me tornei
domingo, 9 de dezembro de 2007
Aos pais!
|
Uma bonita homenagem que aqui deixo,que faz parte de um disco que me é muito querido, lançado em 1978, seu nome os operários do Natal.
Daqui até ao Natal deixarei as outras musicas que compõem este disco.
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
10 anos depois...Fui á festa!

É verdade 10 anos passados e ali estava eu de novo às portas da quinta da Atalaia, na Amora, Seixal! Uma mistura de sentimentos fervia dentro de mim, a vontade de entrar, a vontade de beber tudo com os olhos, as saudades de um passado longínquo que teimamos em querer esquecer mas que nunca desaparece.
Quando dei por mim estava lá dentro, o cheiro era o mesmo, o chão ora de terra batida ora alcatroado emanava energia , transpirava a suor.
Visitei os diversos pavilhões, Madeira, Leiria, pavilhão da ciência, festa do livro, Lisboa, cidade internacional, cuba, Angola, Brasil, Italia, Palestina e tantos outros.
Senti-me em casa!
Afinal nunca tinha deixado de ir, fisicamente sim mas no meu coração sempre tinha lá estado, senti falta de algumas maluqueiras que a idade naquela altura permitia fazer, senti falta dos abraços de alguns amigos é verdade, mas o mais importante é que estava lá!
Como li numa t-shirt " a vida são 2 dias e a festa 3!"
Até para o ano, lá nos encontraremos de novo!