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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Perfeição - Utopia ou possibilidade?

Sou perfeccionista por natureza, se erro sei ver o meu erro e se não o vejo e me o  apontam também o sei assumir.
Não gosto que me chamem a atenção duas vezes pela mesma coisa, sempre fui assim em qualquer área da minha vida.
E fico extraordinariamente irritada comigo quando erro sistematicamente onde menos o quero fazer!
Foi o que aconteceu hoje mais uma vez, errei com a pessoa com quem mais quero "acertar", fico desconcertada, confundo discurso leve com a possibilidade de ir pelo caminho da brincadeira, brincadeira essa que no caso não me fica nada bem.
Se me soubesse por de castigo , já estava de castigo, talvez um pouco para sempre!
Serei capaz de atingir a perfeição sem perder a espontaniedade?
Será isto uma possibilidade ou apenas utopia de uma cabeça que acha conseguir a um tal estado de graça onde não cometa quaisquer erros?

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

No final do dia...

.....só sobro eu e estas paredes...começo a acreditar que deixei de saber amar...será que isto se pode reaprender??

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Casa Pia - Verdade ou Consequência?

Hoje devem ser mais que muitos os post sobre o processo Casa Pia.
Não pretendo falar de factos, não pretendo falar de culpados nem de vitimas, não pretendo também falar sobre as penas aplicadas.
Apenas me interrogo, poderemos acreditar nisto?
Ao fim destes anos todos e tendo chegado ao dia em que se conheceu o veredito e depois de o ouvir, eu não consigo dizer nem consigo que me façam acreditar se os arguidos são culpados ou inocentes...como pode isto acontecer?
Sempre tenho tendencia a confiar na justiça, mas este processo tem demasiados contornos, é demasiado mediático, procuraram-se os culpados ou bodes expiatorios?
Será que alguma vez irei ter alguma certeza de que se fez justiça tanto para os arguidos como para as vitimas?
Que raio de duvida para se viver!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Faz o que eu digo..não faças o que eu faço...

Fruto das consultas que faço quase diariamente a pessoas muito variadas tanto a nível social, como profissional como financeiro e debatendo-se elas quase sempre com os mesmos problemas, que são em 95% das vezes de foro sentimental dou por mim a dar um ar de entendida e uma serie de conselhos que sei irão ajudar aquela determinada pessoa a ultrapassar o seu problema. Finda a consulta penso...mas que raio..porque razão não os sigo eu? Não é por não serem sensatos , é sim porque é muito mais facil falar do que fazer. Ou será que é preciso um desconhecido nos dizer coisas que sabemos, para deixarem de ser coisas que sabemos para serem coisas a por em pratica..???
Estarei eu a precisar de fazer uma consulta comigo mesma??
uhmm, um assunto a ponderar..

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Será...

...que são as pessoas que fazem de tudo para me desiludir...?
...Ou será que sou eu que me ponho a jeito para que elas me desiludão...???

sábado, 13 de junho de 2009

Divagações..

Tou a olhar a mala e a não conseguir perceber como lá vai caber tudo o que quero levar...terei de levar outra...?
...o fundo está coberto por livros...

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Facebox, hi5, match....

Em qualquer um destes sites podemos criar um perfil, colecionar amigos verdadeiros, amigos virtuais, solidificar amizadades antigas, criar novas amizades, há ainda quem os use para o engate, para arranjar um namorado, um marido, na realidade se se colocam anúncios pessoais para isso nos diversos jornais diários porque não se haveria de utilizar a net para esse fim também???
Nada tenho contra, aliás sou uma grande utilizadora da net para conhecer novas pessoas e tenho verdadeiros amigos que conheci através deste meio. Costumo dizer que neste campo sou uma sortuda, pois ao longo destes anos todos como utilizadora deste meio nunca me desiludi, isto também se deve ao facto de não acreditar em toda e qualquer conversa que me dão, leio, pergunto, respondo e depois faço a minha escolha.
Já me calhou de tudo, quem procurasse um amigo, quem procurasse uma namorada, quem procurasse alguém facil para dar umas quecas, gosto particularmente quando as pessoas são sinceras e não se escondem atrás de um amontoado de palavras que por vezes não querem dizer nada.
Isso foi precisamente o que me aconteceu hoje, num dos sites atrás mencionado tinha uma mensagem que dizia e passo a copiar "Em primeiro lugar, independentemente de quem sejas, mereces da minha pessoa, o máximo respeito e a maior educação. Em segundo lugar, permite-me que te diga isto: Acredito que sejas uma mulher interessante, de nível, de postura, de classe, de charme, uma soberba e intelectiva mulher. Vejo em ti, simpatia, doçura, afável e amável, uma senhora/mulher com todos os predicados, muito honestamenta.Um beijinho de muita admiração, de cordialidade, de esmerada gentileza e de grande cavalheirismo"
Ora meus amigos que raio querem dizer tantas palavras????
Não à muito tempo atrás disseram-me no mesmo site que eu era "CHELENTE", nova palavra que eu desconhecia, fiquei grata por aumentar o meu vocabulario.
E fico grata cada vez que recebo uma mensagem deste genero porque se não for por mais nada ao menos dou umas valentes gargalhadas!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Mutilação Genital Feminina

A excisão feminima é uma realidade bárbara e desumana em muitos países
do mundo.
Façamos o que nos é possível: condenar e alertar a opinião pública.

Assinem esta Petição, se concordarem, e fdivulguem-na o mais possivel!

O vídeo é muito violento, podem assinar a petição sem o ver.

http://www.respect-ev.org/index.php

Aqui ficam algumas informações retiradas do site da Amnistia Internacional

O dia 6 de Fevereiro marca o Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina, foi escolhido para denúnciar esta prática que ainda existe em pelo menos 28 países de África e do Médio Oriente, como ainda na Ásia e em comunidades emigrantes na Europa, América do Norte e Austrália.

O que é a Mutilação Genital Feminina?
A mutilação genital feminina (MGF) é uma prática em que uma parte ou a totalidade dos órgãos sexuais de mulheres e crianças são removidos. Há vários tipos, que por sua vez têm gravidadas diferentes. Segundo as várias tradições são removidos o clítoris ou os lábios vaginais. Uma das práticas de maior gravidade – chamada infibulação - consiste na costura dos lábios vaginais ou do clítoris, deixando uma abertura pequena para a urina e a menstruação. Aproximadamente 15 % das mutilações em África são infibulações. A MGF é levada a cabo em várias idades, desde depois do nascimento até à primeira gravidez, tendo a maioria lugar entre os quatro e oito anos

Como é praticada a MGF?
A MGF pode ser realizada em clínicas por médicos, mas mesmo desta maneira, com anestesia, trata-se de mutilação genital feminina. No entanto, a maioria dos casos são realizados por mulheres da comunidade em que vive a mulher ou criança, com instrumentos de corte inapropriados (faca, caco de vidro, ou navalha). Estes instrumentos são raramente esterilizados e anestesiados, podendo levar à transmissão da SIDA ou HIV, ou à morte. Em casos de infibulação, podem ser usados pontos ou espinhos para “manter” os lábios vaginais juntos, tendo as raparigas de ter as pernas atadas durante quarenta dias. A MGF não é um costume inofensivo. Causa danos físicos e psicológicos irreversíveis, podendo ainda levar à morte de raparigas de todas as idades. Esta mutilação viola o direito da jovem a desenvolver-se psico-sexualmente de um modo saudável e natural. O que também deve ser considerado são os custos do tratamento contínuo devido às complicações físicas e psicológicas. A MGF é uma ofensa grave aos direitos humanos em geral, e aos direitos da mulher e criança, em especial.

Efeitos da MGF
Os efeitos da MGF podem, como acima referido, levar à morte. Na maioria dos casos, os efeitos consistem em infecções crónicas, sangrar intermitentemente, abcessos e pequenos tumores benignos no nervo, causando desconforto e extrema dor. A infibulação pode ter efeitos mais duradouros e mais graves, incluindo: infecção crónica do tracto urinário, pedras na vesícula e uretra, danos aos rins, infecções no tracto reprodutor devido a obstruções do fluxo menstrual, infecções pélvicas, infertilidade, e tecido excessivo da cicatriz. Durante o parto, o tecido cicatrizado existente nas mulheres mutiladas pode romper. Mulheres infibuladas, que têm os lábios vaginais fechados, têm de ser cortadas para deixarem espaço para a criança nascer. Depois do parto, têm de voltar a ser “fechadas” para assegurar o prazer dos maridos.

Efeitos sobre a sexualidade
A MGF pode tornar a primeira relação sexual da mulher muito dolorosa, sendo mesmo perigosa no caso da mulher sofrer um corte aberto. Em certos casos, as relações sexuais das mulheres continuam dolorosas ao longo da vida

Efeitos psicológicos
Os efeitos psicológicos da MGF são mais difíceis de investigar do que os efeitos físicos. Alguns destes efeitos incluem ansiedade, terror, humilhação e traição, todos dos quais terão possíveis efeitos de longa duração. Alguns especialistas sugerem que o choque e trauma da “operação” podem contribuir para os comportamentos “mais calmos” e “dóceis”, considerados características positivas em sociedades que praticam MGF. Adicionalmente, quando ocorrem problemas, estes são raramente atribuídos às pessoas que executam a operação. Na maioria dos casos, a suposta “promiscuidade” das raparigas é considerada a causa. Estas acusações podem aumentar os sentimentos de culpa, de humilhação e ansiedade destas raparigas.

Porque se faz MGF
Muitas vezes são os pais que pagam ou iniciam a “prática”, para que as filhas possam casar com homens que não aceitariam mulheres não circuncisadas. Algumas culturas acreditam que os órgãos femininos são impuros e têm de ser purificados, e por isso erradicados. Esta prática permite que somente os homens possam desfrutar o prazer sexual. Também se pensa que a MGF melhora a fertilidade e desencoraja a promiscuidade sexual. No entanto, esta prática leva à frigidez das suas vítimas e os seus maridos evitam o relacionamento sexual com as suas esposas, procurando relacionamentos extraconjugais. Manifestarem-se contra esta mutilação é extremamente difícil pois podem ser acusadas de se oporem às tradições ancestrais e aos valores familiares, tribais e religiosos, sendo mesmo acusadas de rejeitar o seu próprio povo e sua identidade cultural.

Quantas mulheres são afectadas pela MGF?
O segredo à volta da MGF e a protecção dos que a executam torna mais difícil de obter a informação correcta do número de mulheres afectadas pela MGF. No entanto, por volta de 135 milhões de mulheres sofreram MGF no mundo inteiro, subindo de 2 milhões de raparigas em risco de sofrer MGF por ano – aproximadamente 6000 por dia – para três milhões.

Em que países se prática MGF?
A MGF é praticada na maioria dos casos em África, mas também é comum em certos países do Médio Oriente. Também acontece, devido a comunidades imigrantes, em certas regiões da Ásia e do Pacífico, América do Norte, América Latina, e Europa. Mais de 28 países Africanos praticam MGF: ·
Benin: Prevalência entre 30% e 50%. A prática abrange as várias religiões: a Muçulmana, a Cristã, e os Animistas. Raparigas são submetidas à MGF entre os cinco e os quinze anos, dependendo da comunidade em que vivem. ·
Burkina Faso: Prevalência de 78%·
Camarões: Prevalência de 15%·
República Central Africana: Prevalência de 35%·
Chade: Prevalência de 40%·
Costa do Marfim: Prevalência de 44.5%. Na Costa do Marfim, a MGF é mais comum em comunidades Muçulmanas (80%) do que em comunidades Católicas ou Protestantes (16%). Este rito de iniciação é geralmente praticado entre os quatro e sete anos. ·
Djibuti: Prevalência estimada entre 90% a 98%. A idade média das crianças submetidas ao ritual é entre os dois e os dez anos. ·
Eritréia: Prevalência de 95%, o ritual varia consoante a idade em que se pratica e a comunidade em que vive. Enquanto certas comunidades praticam o ritual por volta dos sete anos da criança, em certas comunidades cristãs, a cerimónia é praticada quarenta dias após o nascimento da criança, e certas comunidades muçulmanas, praticam MGF em crianças de 1 semana. ·
Etiópia: Prevalência entre 73% e 90%. ·
Gâmbia: Prevalência entre 60% e 90%. As raparigas sofrem este ritual desde algumas semanas após o nascimento até aos quinze anos de idade, dependendo da comunidade. Este ritual é efectuado com uma faca tradicional que é transmitida de geração em geração. ·
Ghana: Prevalência de 20%·
Guiné: Prevalência de 60%·
Guiné Bissau: Prevalência de 45% ·
Quénia: Prevalência de 38%, sendo a operação efectuada entre os sete e quinze anos de idade. ·
Libéria: Prevalência de 55% ·
Mali: Prevalência entre 15% e 20%. O ritual é tradicionalmente feito como preparação para o casamento, por volta dos catorze ou quinze anos. No entanto, visto que a idade em que as mulheres se casam tem aumentado, as idades de iniciação tem diminuído drasticamente, indo desde algumas semanas após o nascimento até aos doze anos. ·
Mauritânia: Prevalência de 55%·
Níger: Prevalência de 11% ·
Nigéria: Prevalência de 60%, variando entre alguns meses após o nascimento até antes do casamento. Já foram relatados casos em que a prática foi efectuada após a morte da mulher ou durante o parto. ·
Senegal: Prevalência entre 15% e 20%. A idade média em que se pratica a MGF está situada entre os dois e os doze anos, dependendo dos grupos. Como é o caso em vários outros países, a idade em que se pratica este ritual está a diminuir, na maioria dos casos devido à oposição oficial da prática. ·
Serra Leoa: Prevalência entre 80% e 90%, praticada maioritariamente entre os onze e os quinze anos.·
Somália: Prevalência de 99% ·
Sudão: Prevalência de 90%. O ritual é praticado em raparigas entre os cinco e os dez anos, com raras excepções em bebés. ·
Tanzânia: Prevalência de 18%, praticada geralmente entre os sete e os catorze anos. No entanto, desde a ratificação de uma lei proibindo a prática e o aumento de oposição das raparigas mais velhas, existem relatos em que a MGF é praticada em bebés. ·
Togo: Prevalência de 12%. ·
Uganda: Prevalência de 20%
Vários países da Ásia também praticam MGF: ·
Índia, Indonésia, Sri Lanka , Malásia
No médio oriente, a MGF é praticada nos seguintes países: ·
Egipto, Omán, Iémene, Emirados Árabes Unidos
A MGF também é praticada em grupos indígenas na América Central e do Sul, como por exemplo no Perú, mas existe pouca informação acerca deles. Devido à imigração, países onde anteriormente não se praticava MGF, têm agora sectores da população a praticá-la, incluindo: Austrália, Canada, Dinamarca, França, Itália, Holanda, Suécia, Reino Unido, EUA

Testemunho de uma vítima de MGF:
“Sofri mutilação genital feminina aos dez anos. A minha defunta avó disse-me então que me iam levar perto do rio para executar uma espécie de cerimónia, e que depois me dariam muita comida.
Como criança inocente que era, lá fui como uma ovelha para a matança. Mal entrei no arbusto secreto, levaram-me para um quarto muito escuro e tiraram-me as roupas. Vendaram-me os olhos e despiram-me completamente. Depois, duas mulheres fortes levaram-me para o local onde seria a operação. Quatro mulheres com força obrigaram-me a deitar-me de costas, duas apertando-me uma perna cada uma. Outra mulher sentou-se sobre o meu peito para eu não mexer a parte de cima do meu corpo. Um bocado de tecido foi-me posto dentro da boca para eu não gritar. Depois raparam-me os pelos.
Quando começou a operação debati-me imenso. A dor era terrível e insuportável. Enquanto me debatia cortaram-me e perdi sangue. Todos os que fizeram parte da operação estavam meios bêbados. Outros estavam a dançar e a cantar, e ainda pior, estavam nus. Fui mutilada com um canivete rombo. Depois da operação, ninguém me podia ajudar a andar. O que me puseram na ferida cheirava mal e doía. Estes foram momentos terríveis para mim. Cada vez que queria urinar, era forçada a estar em pé. A urina espalhava-se pela ferida e causava de novo a dor inicial. Às vezes tinha de me forçar a não urinar, com medo da dor terrível. Não me anestesiaram durante a operação, nem me deram antibióticos contra infecções. Depois, tive uma hemorragia e fiquei anémica. A culpa foi atribuída à feitiçaria. Sofri durante muito tempo de infecções vaginais agudas.”
Hannah Koroma, Serra Leoa.

Aqui fica uma questão: Vamos ficar de braços cruzados??????

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Não, eu não compreendo!


Não, eu não compreendo!
Porque será que tantas vezes dizemos sim eu entendo, sim eu compreendo, quando na realidade não comprendemos de todo o que estamos a ouvir?
Será para mostrar empatia? Será que é mais fácil? Será que é para não originar uma discussão??? Honestamente ainda não tenho resposta.
Algumas coisas que eu não compreendo: não compreendo quando não querem estar comigo, não compreendo quando não me ouvem, não compreendo quando só uma vontade prevalece, não compreendo quando me magoam, não compreendo quando insistem quando já lhes foi dito tanta vez para se afastarem, não compreendo tanta coisa...então porque teimo em dizer que compreendo....????
Ora aqui está uma boa interrogação e quiçá um bom tema para divagar!
Não gosto de discussões, sempre tento "compreender" os outros, há quem confunda esta minha maneira "pacifista" de estar na vida com uma forma passiva de viver a mesma vida. Desenganem-se! Já fui passiva , deixei de o ser à uns anos atrás! Agora entrevenho , digo o que não gosto...então porque continuo a dizer que compreendo coisas que não compreendo??? Mistério....
Se algum letrado, esperto e inteligente por aqui passar e quiser dar uma ajudazinha na compreenssão deste meu problema fico agradecida!
Até lá vou ver se passo a compreender o que não compreendo ou pelo menos deixar de dizer que compreendo quando não compreendo de todo!